Sociodrama, Regressão e Astrologia Clínica
Nem tudo o que precisa de ser compreendido passa pela explicação.
Sociodrama, Regressão e Astrologia Clínica: Outras Vias para Se Compreender
Nem tudo o que precisa de ser compreendido passa pela explicação. Há experiências que se tornam mais claras quando são postas em ação, quando são revisitadas com calma ou quando são olhadas através de outra linguagem. É este o lugar destas três abordagens na nossa clínica: não substituem o acompanhamento médico nem psicológico, complementam-no.
As três abordagens
Sociodrama: aprender na relação
O sociodrama é uma metodologia de grupo em que as situações da vida real são exploradas através da dramatização. Trabalham-se os papéis que desempenhamos, os vínculos que nos ligam aos outros e os contextos onde a nossa vida acontece — a família, o trabalho, os grupos a que pertencemos. Permite ver de fora aquilo que se vive de dentro, experimentar outras formas de responder e desenvolver competências relacionais que dificilmente se treinam só pela palavra. Não é necessária qualquer experiência prévia nem aptidão para representar.
Regressão: revisitar o que ficou por elaborar
O trabalho de regressão propõe um regresso guiado a memórias e experiências significativas, num estado de relaxamento e atenção focada. O objetivo é dar sentido e palavra a vivências que continuam a influenciar a forma de estar no presente. Importa dizer com clareza: o que emerge neste trabalho é material pessoal e simbólico, e não um registo histórico verificável. O seu valor está na elaboração que permite, não na comprovação de acontecimentos.
Astrologia clínica: um mapa simbólico para pensar sobre si
A astrologia clínica é utilizada aqui como linguagem simbólica de autoconhecimento — um ponto de partida para refletir sobre temas, tensões e ciclos de vida. Não é um método de diagnóstico, não prevê acontecimentos e não orienta decisões médicas. Para quem se revê nesta linguagem, pode ser uma forma de organizar perguntas que de outro modo permanecem difusas.
Um enquadramento claro
Estas abordagens são conduzidas por profissional com formação específica e integram-se numa clínica médica, o que significa que nunca substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento. Quando há sofrimento psíquico significativo ou sintomas que exigem avaliação clínica, é isso que propomos em primeiro lugar — e dizemo-lo com franqueza.
Para quem é
Para quem tem dificuldade em nomear o que sente, mas o reconhece quando o vê representado; para quem repete padrões relacionais sem perceber onde começam; e para quem procura autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, e não o tratamento de uma doença.
Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem. Compreender-se por outras vias é também compreender-se. Agende a sua sessão. Há caminhos que se percorrem melhor em movimento.
O nosso compromisso consigo
Sociodrama, regressão e astrologia clínica são propostos com rigor e com limites claros — nunca como substituto de um tratamento já estabelecido.
Tp. Olinda Molar — Diretora de Sociodrama (Soc. Portuguesa de Psicodrama n.º 634), em articulação com a Dra. Margarida Leão — Pedopsiquiatria, Ordem dos Médicos n.º 47281
Última revisão: 1 de setembro de 2026